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	<title>Todo Dj já Sambou</title>
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		<title>Ouça set histórico de Renato Lopes gravado em 93 no Sra. Krawitz</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Feb 2013 20:21:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assef</dc:creator>
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		<category><![CDATA[música eletrônica]]></category>
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		<description><![CDATA[Se hoje todo mundo é um pouco DJ no Brasil, o paulista de Registro Renato Lopes tem uma boa parcela de culpa nisso. Ele começou tocando no mítico Madame Satã, em 1986, ao lado de outro mestre, Marquinhos MS, na época fazendo uma mistura de rock inglês e technopop. Antes, porém, foi segundinho (DJ assistente) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1533" class="wp-caption alignnone" style="width: 468px"><a href="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/2013/02/renato-lopes-posta-set-historico-de-93-gravado-no-sra-krawitz/renato/" rel="attachment wp-att-1533"><img class=" wp-image-1533 " title="renato" src="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/02/renato-764x1024.jpg" alt="" width="458" height="614" /></a><p class="wp-caption-text">Renato Lopes, em 1993, aos 30 anos, tocando muito Suggar Daddy, do Secret Knowledge, e Lonely People, do Lil Loouis</p></div>
<p>Se hoje todo mundo é um pouco DJ no Brasil, o paulista de Registro Renato Lopes tem uma boa parcela de culpa nisso. Ele começou tocando no mítico Madame Satã, em 1986, ao lado de outro mestre, Marquinhos MS, na época fazendo uma mistura de rock inglês e technopop. Antes, porém, foi segundinho (DJ assistente) na Val Shows, casa de travestis no centro de São Paulo.</p>
<p>Depois do Satã, Renato foi pra outro clube que fez história em São Paulo, o Nation, que funcionou numa galeria da rua Augusta entre 1988 e 1992. Foi lá que nasceu o que veio a se chamar cultura clubber, com todos os seus ícones: montação, gírias, as primeiras pastilhas de ecstasy, o culto ao DJ, os flyers. Seu parceiro na empreitada era Mauro Borges.</p>
<p>Daí veio outro capítulo importantíssimo na história da noite de São Paulo e também na carreira de Renato: o clube Sra. Krawitz. Ao lado de Mau Mau, também residente, Renato Lopes aprofundou-se no capítulo música eletrônica, mostrando a um público ávido por novidades difíceis de serem encontradas numa era sem internet novidades trazidas dos EUA e da Inglaterra.</p>
<p>Assim, a galera underground de São Paulo ficou conhecendo house, progressivo, trance, breakbeat, trip hop, um pouco de tudo, como bem define o DJ. &#8220;O André Matalon foi um dos grandes fornecedores. Também tinha a loja do Gregão, que era na Vila Mariana. Foi uma fase incrivel, vertiginosamente&#8221;, lembra Renato Lopes.<br />
Os sets no Krawitz, que tinha o impagável Nenê como promoter, entraram para a história de quem saía para dançar em São Paulo nos anos 90 buscando boa música, gente interessante e jogação.</p>
<p>Corta para 2013. Eis que o próprio Renato Lopes vem alegrar nossa vida postando um set gravado no Sra. Krawitz, em 1993.</p>
<p>Ei-lo, jovens. Dá um tempo no Harlem Shake para ouvir essa deliciosa preciosidade.</p>
<p><a href="http://www.mixcloud.com/djrelopes/live-mix-1-sra-kravitz-1993-sao-paulo/">É só clicar</a></p>
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		<title>Publieditorial: Que tal ser o DJ CK One Shock?</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Oct 2012 18:48:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assef</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ck one shock]]></category>
		<category><![CDATA[concurso de DJ]]></category>
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		<description><![CDATA[Todo mundo sabe que não está fácil se diferenciar como DJ num mercado que anda cheio de gente boa, certo?! Que tal, então, participar de um concurso que pode, além de alavancar sua carreira, te premiar com equipamentos de primeira e ainda te botar pra tocar num dos melhores clubes do mundo?! Parece bom demais?! [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1518" class="wp-caption alignnone" style="width: 466px"><a href="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/2012/10/publieditorial-quer-tal-ser-o-dj-ck-one-shock/d-edge-2/" rel="attachment wp-att-1518"><img class=" wp-image-1518  " title="d-edge" src="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/10/d-edge.jpg" alt="" width="456" height="304" /></a><p class="wp-caption-text">Que tal tocar na pista de um dos clubes mais famosos do mundo?</p></div>
<p>Todo mundo sabe que não está fácil se diferenciar como DJ num mercado que anda cheio de gente boa, certo?! Que tal, então, participar de um concurso que pode, além de alavancar sua carreira, te premiar com equipamentos de primeira e ainda te botar pra tocar num dos melhores clubes do mundo?!</p>
<p>Parece bom demais?! Então vá já se inscrever no concurso que a Calvin Klein Perfumes está promovento. A marca que dispensa apresentações busca um DJ bacanérrimo pra tocar na noite CK One Shock, que vai rolar no D-Edge.</p>
<p>Pra participar é o seguinte: envie um set seu de até 20 minutos através do Soundcloud, via Dropbox, usando o link soundcloud.com/ckoneshock/dropbox.</p>
<p>Serão válidos os sets enviados entre os dias 26 de setembro e 22 de outubro. Os sets serão avaliados por uma banca de profissionais ligados à música eletrônica (esta que vos escreve, além de feras como Camilo Rocha, Mau Mau, Lísias Paiva, Monsters At Work, Patife e Renato Cohen).</p>
<p>O vencedor vai receber um kit contendo um CDJ-350, uma mesa de 2 canais DJM-350 e um par de fones HDJ-1500. Tá bom pra você?! Mas ainda tem mais, quem vencer o concurdo CK One Shock ainda ganha 20 horas livres no estúdio profissional da DJ Ban, além da oportunidade de se apresentar na noite CK One Shock no clube D-Edge.</p>
<p>Esta dica é para todo e qualquer DJ acima de 18 anos, OK? Arrese no set e boa sorte <img src='http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Projeto convida público a gravar música com Gui Boratto</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jul 2012 20:17:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assef</dc:creator>
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		<category><![CDATA[gui boratto]]></category>
		<category><![CDATA[smirnoff music mob]]></category>

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		<description><![CDATA[Para quem gosta de música eletrônica, Gui Boratto dispensa apresentações, certo? Mas, OK, se você caiu aqui e ainda não sabe quem ele é, resumindo, Gui Boratto é hoje o nome mais quente da nova música brasileira no mundo dos festivais internacionais e mega clubes do mundo todo. Já não se encaixa mais apenas no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1510" class="wp-caption alignnone" style="width: 445px"><a href="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/2012/07/projeto-convida-publico-a-gravar-musica-com-gui-boratto/gui-boratto/" rel="attachment wp-att-1510"><img class=" wp-image-1510  " title="gui-Boratto" src="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/07/gui-Boratto.jpg" alt="" width="435" height="293" /></a><p class="wp-caption-text">Gui Boratto em ação no palco do Coachella, nos EUA</p></div>
<p>Para quem gosta de música eletrônica, Gui Boratto dispensa apresentações, certo? Mas, OK, se você caiu aqui e ainda não sabe quem ele é, resumindo, Gui Boratto é hoje o nome mais quente da nova música brasileira no mundo dos festivais internacionais e mega clubes do mundo todo. Já não se encaixa mais apenas no filão de &#8220;nome mais festejado do techno&#8221;, porque Gui há tempos pulou a essa cerca e hoje se apresenta em line-ups estrelados, ao lado de grandes bandas e artistas pop. Gui é o cara.</p>
<p>Dito isso, parece no mínimo interessante a oportunidade que se abre a partir de hoje (13/07) e vai até domingo (15/07): participar da criação coletiva de uma música ao lado dele. É essa a ideia do Smirnoff Music Mob, evento gratuito que convida as pessoas a produzir sons com instrumentos disponibilizados em duas estações musicais: uma no Kinoplex Itaim e outra no Parque do Povo.</p>
<p>Ou seja, você vai lá, toca guitarra, bateria, baixo, o diabo. Seu som será gravado e depois enviado, junto com gravações de outras pessoas, para as mãos habilidosas do Gui. A partir dessa matéria-prima, o produtor transformará aquele som que você produziu em música eletrônica em forma de áudio e também de vídeo.</p>
<p>As estações musicais estarão abertas ao público de hoje até domingo, das 8h às 18h. A experiência é totalmente gratuita, mas precisa ser maior de idade para participar. Então que tal participar da criação do que, vai saber, poderá virar um hit das pistas. Bora lá.</p>
<p>Dia: 13 de julho<br />
Kinoplex Itaim<br />
Rua Joaquim Floriano, 466 &#8211; Itaim Bibi.<br />
Horário: das 8h às 18h</p>
<p>Dias: 14 e 15 de julho<br />
Parque do Povo &#8211; Avenida Henrique Chamma, 420- Cidade Jardim.<br />
Horário: das 8h às 18h</p>
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		<title>Diva master da disco music, Donna Summer morre de câncer aos 63</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 18:29:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assef</dc:creator>
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		<category><![CDATA[disco music]]></category>
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		<description><![CDATA[O mundou perdeu um pouco de seu brilho hoje com o falecimento da cantora Donna Summer, maior diva das pistas de dança de todos os tempos. A notícia começou a circular agora à tarde internet afora. Normalmente esses óbitos de famosos são uma informação a mais em nossas timelines, mas juro que quando li sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1494" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/2012/05/diva-master-da-disco-music-donna-summer-morre-de-cancer-aos-63/donnasummerdonna6/" rel="attachment wp-att-1494"><img class="size-full wp-image-1494" title="Donna+Summer+Donna+6" src="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Donna+Summer+Donna+6.png" alt="" width="500" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Sexy, provocante, moderna, dona de um gogó invejável, esta foi Donna Summer</p></div>
<p>O mundou perdeu um pouco de seu brilho hoje com o falecimento da cantora Donna Summer, maior diva das pistas de dança de todos os tempos. A notícia começou a circular agora à tarde internet afora. Normalmente esses óbitos de famosos são uma informação a mais em nossas timelines, mas juro que quando li sobre Donna Summer meu coração quase saiu pela boca. Não pode ser!</p>
<p>Segundo informações copy-paste da vida, ela morreu vítima de câncer no pulmão e, segundo o site TMZ, acreditava ter desenvolvido a doença depois de inalar partículas tóxicas durante os ataques terroristas de 11 de setembro, em Nova York.</p>
<p>Especulações à parte, sua morte com certeza deixará milhares, milhões eu diria, de fãs tristes. LaDonna Adrian Gaines foi uma mulher à frente de seu tempo. Encarou a missão de quebrar paradigmas. Musicalmente, teve peito para levar às massas as pirações eletrônicas do italiano Giorgio Moroder e abriu caminho para o depois viria a ser chamado de música eletrônica. Se você gosta de house, techno etc. faça o seu minuto de silêncio pessoal a Summer.</p>
<p>Numa atitude à la Gainsbourg, Donna Summer levou o sexo às boates. Tremendamente sexy no visual, ela gravou a proibidona &#8220;Love To Love You Baby&#8221;, com sussurros e gemidos gravados ao longo de seus 17 minutos de música, isso em 1975. A BBB chegou a contar 23 orgasmos na música. Lógico que a faixa foi censurada em diversos países!</p>
<p>Donna Summer também atacou de atriz, num filme que eu, por coincidência, comprei há pouquíssimo tempo pela Amazon. Em &#8220;Thank God It&#8217;s Friday&#8221;, de 78, ela é uma cantora em início de carreira que estreia cantando &#8220;Last Dance&#8221;, na discoteca fictícia Zoo. O filme é uma bobagem, mas vale a pena pela performance ingênua da cantora.</p>
<p>Seu legado para a música é imenso e daria pra resumir dizendo o seguinte. Se hoje um ET descesse à Terra e te perguntasse como os seres humanos dançam, você se sairia bem se tocasse &#8220;I Feel Love&#8221; pra ele. Clássico de todos os tempos, eficiente de batizados às boates mais modernas, é uma frase que eu carrego tatuada no meu braço.</p>
<p>Donna Summer, eu nunca te conheci mas posso dizer sinceramente que vou sentir saudades. Hoje é um dia triste.</p>
<p><iframe width="380" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/sc3e9WOLAbw" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Kraftwerk deu sono, mas Sónar retornou com elegância a SP</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 03:38:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com o Parque Anhembi extremamente bem utilizado, o Sónar São Paulo atraiu cerca de 30 mil pessoas somando os públicos de sexta (11/5) e sábado (12/5), mostrando que nem só atrás de mega estrelas da música pop vive o público da cidade. Criado em Barcelona em 1994, o Sónar cresceu muito e hoje chega a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1471" class="wp-caption alignnone" style="width: 452px"><a href="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/2012/05/kraftwerk-deu-sono-mas-sonar-retornou-com-elegancia-a-sp/dv_0265-2/" rel="attachment wp-att-1478"><img class=" wp-image-1478  " title="DV_0265" src="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/05/DV_02651-1024x682.jpg" alt="" width="442" height="294" /></a><p class="wp-caption-text">Talvez a melhor coisa do Sónar seja ver gente interessada em música na pista </p></div>
<p>Com o Parque Anhembi extremamente bem utilizado, o Sónar São Paulo atraiu cerca de 30 mil pessoas somando os públicos de sexta (11/5) e sábado (12/5), mostrando que nem só atrás de mega estrelas da música pop vive o público da cidade.</p>
<p>Criado em Barcelona em 1994, o Sónar cresceu muito e hoje chega a atrair cerca de 80 mil pessoas em sua cidade natal, mas tanto lá quanto nas outras cidades em que acontece (Londres, Tóquio, São Paulo etc), a ideia é manter o foco naquilo que a direção do evento chama de “música avançada”, ou seja, música eletrônica, hip hop, indie e música experimental de qualidade.</p>
<p>Mesmo com o cancelamento de sua principal artista, a cantora Björk, a edição paulistana do festival não chegou a sentir uma baixa forte de público, já que o esperado volume de 15 a 20 mil pessoas por noite chegou perto de se concretizar.</p>
<p>Se acertou na escolha do lugar (é incrível como São Paulo é carente de bons lugares para eventos grandes e médios), nem sempre o line-up funcionou na prática.</p>
<div id="attachment_1467" class="wp-caption alignnone" style="width: 469px"><a href="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/2012/05/kraftwerk-deu-sono-mas-sonar-retornou-com-elegancia-a-sp/kraft/" rel="attachment wp-att-1467"><img class=" wp-image-1467 " title="kraft" src="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/05/kraft.jpg" alt="" width="459" height="306" /></a><p class="wp-caption-text">It&#39;s more fun to compute, mas cadê a animação? foto: Divulgação/Image.net</p></div>
<p>Tudo bem que ninguém esperava ver fãs com pôsteres na mão se descabelando nem sutiãs jogados ao palco do show do quarteto alemão Kraftwerk, grande atração da sexta-feira. Mas até para fãs da velha-guarda como eu – um dos primeiros discos da minha coleção é “Computer World” (1981), comprado no Mappin, com os dizeres na capa “contém o tema da novela Brilhante” – o show foi tedioso.</p>
<p>Acredito que boa parte do público que lotou pela metade a gigantesca arena do palco SónarClub também tenha um enorme carinho pelo grupo de robôs que entregou a música eletrônica moderna ao mundo. E ainda tinha o fato de o show ser em 3D, uma firula a mais para despertar a curiosidade do público. E mais: o Kraftwerk vinha de oito shows lotados no MoMA de Nova York, única testemunha até então das apresentações em três dimensões dos alemães antes do show no Brasil.</p>
<p>O problema é que a enorme arena não segurou a onda de ficar assistindo a um show frio daqueles, usando óclinhos 3D descartáveis. As projeções também não ajudaram, eram aquelas clássicas paradonas do Kraft, só que com um efeitinho 3D que até o gibi da Mônica já usou.</p>
<p>Claro que foi uma jogada de mestre trazer o Kraftwerk para cobrir a ausência da estrela Björk. Mesmo o show da islandesa, bem cabeçudo em vários momentos, tenho minhas dúvidas se funcionaria num espaço tão grande, com pé direito tão alto, mas enfim&#8230;</p>
<p>A verdade é que, fora alguns mais quimicamente empolgados, o público logo dispersou do Kraftwerk. Culpar o grupo dizendo que eles sempre tocaram assim é sacanagem. Quem estava no Free Jazz Festival (me escolhe!) de 1998 vai poder dizer o quanto o Kraftwerk pode ser quente. Mas vamos adiante que o papo aqui é o Sónar como um todo.</p>
<div id="attachment_1468" class="wp-caption alignnone" style="width: 440px"><a href="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/2012/05/kraftwerk-deu-sono-mas-sonar-retornou-com-elegancia-a-sp/rb_0283-2/" rel="attachment wp-att-1483"><img class=" wp-image-1483 " title="RB_0283" src="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/05/RB_02831-1024x682.jpg" alt="" width="430" height="286" /></a><p class="wp-caption-text">Não existe amor em SP, mas existe Criolo!</p></div>
<p>Quem saiu do Kraftwerk tinha a opção de ver um dos artistas mais bombados do Brasil (não no “Faustão”, neam), o rapper Criolo, que fez o público cantar junto hits como “Não Existe Amor em SP” e uma versão de “Cálice”, do Chico Buarque. Ele não podia não estar no Sónar.<br />
Mãe de duas bebês que sou, perdi dois shows que queria muito ver e que ouvi dizer terem sido muito bons: o do americano James Pants e o DJ set do inglês James Blake – este tocou supercedo, às 21h30.</p>
<div id="attachment_1469" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a href="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/2012/05/kraftwerk-deu-sono-mas-sonar-retornou-com-elegancia-a-sp/rb_0411/" rel="attachment wp-att-1469"><img class="size-medium wp-image-1469" title="RB_0411" src="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/05/RB_0411-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Foi difícil conseguir entrar pra ver o show do Little Dragon, mas valeu</p></div>
<p>Deu tempo de ver o grupo sueco Little Dragon no “Pudim” (foi muito legal ver novamente o auditório Elis Regina servindo ao público da música underground). Bem bacana.</p>
<p>No palcão Club a noite ainda teria Chromeo, que eu achei barulhento demais, e o inglês Skream, que me deu medo pela bipolaridade, ia de bem legal a pavoroso em segundos. O palco fechou com uma apresentação eficiente do brasileiro Gui Boratto.</p>
<div id="attachment_1470" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a href="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/2012/05/kraftwerk-deu-sono-mas-sonar-retornou-com-elegancia-a-sp/skream/" rel="attachment wp-att-1470"><img class="size-medium wp-image-1470" title="skream" src="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/05/skream-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Oi, Skream, tocar Nirvana até eu, né!</p></div>
<p>Talvez eu tenha perdido a melhor apresentação da noite – pelo menos foi o que eu ouvi nos corredores -, a do americano misterioso Doom, que tocou no mesmo horário do Kraftwerk e Criolo.<br />
Sexta-feira fui pra casa com a sensação de que tinha ido a uma puta festa legal, só que com uns momentos meio malas no som.</p>
<p>SABADÃO UNDERGROUND</p>
<div id="attachment_1472" class="wp-caption alignnone" style="width: 440px"><a href="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/2012/05/kraftwerk-deu-sono-mas-sonar-retornou-com-elegancia-a-sp/dv_0544-2/" rel="attachment wp-att-1484"><img class=" wp-image-1484 " title="DV_0544" src="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/05/DV_05441-1024x682.jpg" alt="" width="430" height="286" /></a><p class="wp-caption-text">O Four Tet é inglês mas, como disse uma amiga, parece capixaba!</p></div>
<p>Sábado já prometia um leque de atrações bem mais interessante. Por causa da função com as filhotas, perdi coisas que eu queria muito ter visto, como o live da dupla Tiger &amp; Woods e a apresentação do alemão Alva Noto com o japonês Ryuichi Sakamoto no “Pudim”. Menos mal que já tinha visto o Sakamoto com o Pan Sonic na abertura do Sónar 2004 em Barcelona.</p>
<p>Dor no coração de também não conseguir ver Flying Lotus e Munchi, mas preguiça total de assistir o show da dupla Justice. Depois de um soninho reparador, chegamos direto para a apresentação do inglês Four Tet e, uau, que tapa bom na orelha!</p>
<p>Experimental, mas dançante. Cabeçudo, mas acessível. Extremamente bonito, mas nunca fácil. Como é bom esse Kieran Hebden! No começo da apresentação, o SónarVillage estava vazio a ponto de se conseguir assistir bem da grade, mas, lá pela metade do show, o som do Four Tet já havia atraído uma multidão, que dançava, batia palmas e até gritava nomes de músicas, como “She Moves She”, hit do inglês. Ah, o Four Tet já havia tocado no Sónar São Paulo de 2004.</p>
<p>O mais legal de estar ali era olhar para o lado e ver gente realmente interessada na música, dançando com vontade, de olhos fechados. Nada de meninos desfilando com baby champanhe na mão nem meninas dando cabeladas fatais no ar. Definitivamente não foi um sabadão à noite dos mais típicos.</p>
<div id="attachment_1473" class="wp-caption alignnone" style="width: 487px"><a href="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/2012/05/kraftwerk-deu-sono-mas-sonar-retornou-com-elegancia-a-sp/dv_06291/" rel="attachment wp-att-1473"><img class=" wp-image-1473 " title="DV_0629(1)" src="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/05/DV_06291-682x1024.jpg" alt="" width="477" height="717" /></a><p class="wp-caption-text">Seth Troxler: bom gosto e animação pra tocar</p></div>
<p>Conforme as horas iam passando, senti aquela quase tristeza de estar perdendo coisas boas enquanto assistia a outras extremamente interessantes, como o set do americano Seth Troxler, simplesmente incrível. Por causa dele, não fui ver os alemães do Modeselektor (que, dizem, tocou uma “technera”), o espanhol John Talabot nem o veterano inglês Squarepusher, que segundo vários relatos fez um showzaço no “Pudim”.<br />
Terminei a noite vendo de longe a lenda Jeff Mills fazendo um set totalmente anos 90, minimalista e nem aí pra tendências. Com os pés cansados e um almoço de Dia das Mães a poucas horas dali, resolvi tirar o plugue da tomada antes que fosse tarde demais. Obrigada, Sónar, e até 2013.</p>
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		<title>Por que a disco music nunca vai sair de moda</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2012 22:12:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje o tema é disco music, essa coroa enxuta que está na casa dos 40 anos (e, como toda coroa, não tem idade muito bem definida) e continua ditando moda. Não fosse pela disco, certamente esta coluna, focada principalmente na música eletrônica e no universo dos DJs, não teria razão de existir. Pois foi a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1455" class="wp-caption alignnone" style="width: 415px"><a rel="attachment wp-att-1455" href="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/2012/03/por-que-a-disco-music-nunca-vai-sair-de-moda/summer/"><img class="size-full wp-image-1455  " title="summer" src="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/03/summer.jpg" alt="" width="405" height="299" /></a><p class="wp-caption-text">A dupla Donna Summer e Giorgio Moroder criou o som eletrônico na disco</p></div>
<p>Hoje o tema é disco music, essa coroa enxuta que está na casa dos 40 anos (e, como toda coroa, não tem idade muito bem definida) e continua ditando moda. Não fosse pela disco, certamente esta coluna, focada principalmente na música eletrônica e no universo dos DJs, não teria razão de existir. Pois foi a partir desse movimento musical e estético que se criaram conceitos que depois seriam usados para formatar a música eletrônica e o hip hop.</p>
<p>Para quem gosta de dance music (o termo costuma ser usado como sinônimo de música eletrônica farofa, mas quero dizer música pra dançar), conhecer a disco music é obrigatório. Do mesmo jeito que antes de saber fazer uma conta de divisão você precisa aprender a subtrair, não dá pra entrar de cabeça na música eletrônica sem passar pelos anos dourados da disco. Ou sempre ficará faltando uma peça.</p>
<p>Nascida na porção gay, negra e latina de Nova York no final dos anos 60, a disco saltou do underground para todos os cantos do mundo, envelopada de diversas formas, na segunda metade da década de 70. Talvez seu ícone mais conhecido até hoje seja Tony Manero, personagem de John Travolta em “Os Embalos de Sábado”, filme que, em 2012, completa 35 anos. Lançado no final de 1977, o longa virou marco da geração que, pela primeira vez na história, levava o hedonismo para a pista de dança e fazia da discoteca a sua igreja. Retratava na telona o nascimento da cultura de clubes, ou seja, do hábito de sair de casa para dançar, um dos vícios mundanos mais deliciosos já criados pelo ser humano.</p>
<p>Antes que venham à sua mente os hinos mais manjados da disco music, sons que viraram trilha sonora de casamento e povoam compilações trash vendidas em supermercados, é bom que se diga que foi durante esse período que se produziram músicas das mais sofisticadas da história da música pop.</p>
<p>Se Nova York foi o palco de experimentações de DJs pioneiros como David Mancuso e Nicky Siano e suas noitadas exclusivas (The Loft e The Gallery, respectivamente), na Filadélfia foi que se produziram os grandes temas dessa geração. A cidade entrou para a história como a principal produtora de som de qualidade, o tal “Philly Sound”, um som classudo, sofisticado, produzido por orquestras compostas por músicos extraordinários, como a MFSB e a Salsoul Orchestra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A música que foi criada para as pistas suarentas dos anos 70 está mais presente do que nunca no nosso zeitgeist. Não apenas no trabalho de DJs que carregam há anos a bandeira da disco music, como faz muito bem o norueguês Prins Thomas, por exemplo, mas também no som de artistas muito mais pop. De Scissor Sisters a Lady Gaga, passando por David Guetta e Madonna, todos vão buscar na disco music alguma coisa para reciclar.</p>
<p>DISCO MUSIC NA BBC</p>
<p>Para entender melhor como se formou esse movimento, o canal inglês BBC-4 nos presenteou com um documentário simplesmente imperdível. “The Joy of Disco” foi ao ar no Reino Unido no começo deste mês (está disponível no Youtube, dividido em quatro partes) e resume, em seus 60 minutos, como foram fecundadas as sementes dessa cena, focando no período de 1969 a 1979.</p>
<p>Lá estão imagens de arquivo de arrepiar, como as cenas de bacanas dançando no lendário Studio 54, o clube de Steve Rubell que botou em prática pela primeira vez a política de selecionar na porta quem tinha o direito de entrar ou não na discoteca. Também há imagens raras dos frequentadores do Gallery, explicando que ali “todo mundo pode tudo e todo mundo é igual”.</p>
<p>Mas a maior riqueza do documentário da BBC para mim são as entrevistas. Estão lá caras que podem ser considerados os verdadeiros pais da discomusic, como os já citados DJs Nicky Siano e David Mancuso, além do italiano Giorgio Moroder, figura importantíssima na criação da sonoridade mais eletrônica do movimento.</p>
<p>Foi ele quem introduziu sintetizadores no som de Donna Summer, transformando a música “I Feel Love” no primeiro hino eletrônico do mundo – a música funciona bem em qualquer pista de dança até hoje, da festa do peão de Barretos até o clube mais descolado de Berlim. Usando as cordas do “som da Filadélfia” e adicionando batidas e linhas de baixo eletrônicas ao som da diva Donna Summer, Moroder criou uma versão mais europeia da disco music.</p>
<p>“The Joy of Disco” também escancara a malícia por trás de hinos que o Planeta inteiro já dançou achando que eram músicas bobinhas, como o übberhit gay “YMCA”, do Village People. Dificilmente as milhares (ou seriam milhões?) de pessoas que já dançaram essa manjada coreografia com os bracinhos formando letras do alfabeto tenham se dado conta de que a música fala, basicamente, da pegação gay no banheiro da ACM de Nova York.</p>
<p>Outro momento emocionante é quando o baterista Earl Young, da banda MFSB, mostra, tocando, como criou a batida clássica da disco music. Um bumbo aqui, uma caixa ali, um prato acolá e, voilá, fez-se a cadência que mexeu e ainda mexe até o mais enferrujado dos esqueletos.<br />
Como o documentário é inglês, também ficamos sabendo como foi a evolução da disco music na terra da Rainha. Incríveis as cenas de arquivo mostrando jovens fazendo os passos super elaborados da Northern Soul, uma cena musical que assolou o norte da Inglaterra no final dos anos 60, início dos 70, e que esquentou a galera para a chegada da disco music por lá.</p>
<p>Está em “The Joy of Disco” também a improvável história da atriz pornô que virou rainha das pistas, Andrea True (falecida em 2011), que entrou para a história com a literal “More, More, More”. Claro que resumir 10 anos de história em uma hora de documentário não é das tarefas mais fáceis. Muita coisa ficou de fora. Mas se eu pudesse indicar uma maneira de entender a disco music com o melhor custo-benefício de tempo da história recente, seria indicando este “The Joy of Disco”. Vale cada minuto.</p>
<p>The Joy of Disco, parte 1 de 4</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>The Joy of Disco, parte 2 de 4</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>The Joy of Disco, parte 3 de 4</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>The Joy of Disco, parte 4 de 4</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto foi publicado originalmente no Caderno 2 + Música, do jornal O Estado de S. Paulo, em 17 de março de 2012</p>
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		<title>Teló irritou a classe média com sua &#8220;Macarena&#8221; sertaneja</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 21:04:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assef</dc:creator>
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		<category><![CDATA[hit dus infernos]]></category>
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		<description><![CDATA[A capa acima deixou um povo na internet com muita raiva. Gente, jura? Então um hit sertanejo besta não pode cruzar o oceano e fazer sucesso na China, na Itália ou nos Estados Unidos e cair na boca de celebridades, jogadores de futebol, soldados israelenses, que isso causa ira em cabeças pensantes aqui no Brasil? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1427" class="wp-caption alignnone" style="width: 501px"><a rel="attachment wp-att-1427" href="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/2012/01/telo-irritou-a-classe-media-com-sua-macarena-sertaneja/epoca-2/"><img class="size-full wp-image-1427 " title="epoca" src="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2012/01/epoca1.jpg" alt="" width="491" height="648" /></a><p class="wp-caption-text">Só capa da Época? Rolling Stone e Billboard tão marcando...</p></div>
<p>A capa acima deixou um povo na internet com muita raiva. Gente, jura? Então um hit sertanejo besta não pode cruzar o oceano e fazer sucesso na China, na Itália ou nos Estados Unidos e cair na boca de celebridades, jogadores de futebol, soldados israelenses, que isso causa ira em cabeças pensantes aqui no Brasil?</p>
<p>O que deixou muita gente espumando foi a chamada da revista <em>Época</em>, que diz que Michel Teló &#8220;traduz os valores da cultura popular para os brasileiros de todas as classes&#8221;. Acho que a matéria até mirou direito, mas errou o alvo. O que a tal da música &#8220;Ai, Se Eu Te Pego&#8221; faz é marcar um golaço de simplicidade musical ao atingir o inconsciente coletivo de todo mundo, isso sim. </p>
<p>Toda música tem sua função. E, se você pensar que existe uma enorme quantidade de compositores que se propõem a fazer música pop, pra grudar, o cara que escreveu &#8220;Ai, Se Eu Te Pego&#8221; foi mega bem sucedido na sua missão. </p>
<p>É o tipo da música que estaciona na sua cabeça e inexplicavelmente fica lá pra sempre, basta uma ouvida. Combina as notas musicais de forma tão eficaz que pouco importa se a letra é uma merda. Você já viu este filme, ou melhor, já ouviu músicas assim. A primeira que me vem à cabeça é a übber pentelha &#8220;Macarena&#8221;. Você pode nem saber de quem é tampouco de que país veio essa praga, mas sabe cantar, né? Sem falar na dancinha, que você também aprendeu e já deve ter feito ou visto alguém fazer com a gravata no meio da testa numa festa de casamento.</p>
<p>Michel Teló tirou a sorte grande &#8211; que também pode se tranformar num enorme fardo, condenando-o pro resto da vida como o cara do &#8220;Ai, Se Eu Te Pego&#8221; &#8211; e emplacou a sua &#8220;Macarena&#8221;. Aliás, a música nem é dele, foi escrita por uma banda de forró chamada Cangaia de Jegue (amei o nome <del datetime="2012-01-05T00:15:14+00:00">do cara</del>), e cá estamos, eu e você, pensando nesta pérola &#8211; sem brincadeira, no bom sentido mesmo &#8211; do cancioneiro popular.</p>
<p>Ainda que não me &#8220;represente&#8221;, a música do Michel Teló é foda. Minha filha de 2 anos ouviu uma vez e saiu cantando. E nem adianta não ter o CD em casa. Não é uma questão de ter um &#8220;ouvido para música sertaneja&#8221;. Como eu falei, é uma questão de estrutura melódica que funciona, para todos, apesar de tudo, ainda que sob a tortura de uma televisão ligada no Faustão na visita de domingo na casa dos seus pais.</p>
<p>Tempos atrás, no programa do Jô Soares, Tom Zé tentou defender o hit funkeiro &#8220;Tô Ficando Atoladinha&#8221;, argumentando que a música tinha um refrão &#8220;microtonal&#8221;, ou seja, construído entre os micro intervalos entre uma nota e a seguinte da escala musical.</p>
<p>Tom Zé explica a &#8220;genialidade&#8221; de &#8220;Atoladinha&#8221; assim: &#8220;Trata-se de um achado muito simples. Na repetição obsessiva, &#8216;Tô  ficando atoladinha/Tô  ficando atoladinha&#8217;, a cantora não muda diatonicamente a nota musical: num crescendo insistente, vai subindo obsessivamente quartos de tom, como a própria excitação e aquecimento do assunto requer. Ora, uma peça tão bem achada chama a atenção e põe em questão todos os refrões e toda a arte de compô-los. Portanto, quando se acusa o meu &#8216;Estudando a Bossa&#8217; de ser influenciado pelo funk carioca, não se trata de uma aberração: em aspectos mais profundos e em momentos de exceção, o funk tem laivos criativos tão altos como a bossa nova&#8221;.</p>
<p>Não vou sair dizendo que a música do Michel Teló é microtonal, nem saberia identificar isso. Meu ponto é outro. É entender esse hit, gigante e passageiro, como outros tantos. Tem gente dando importância demais pra isso. Listei abaixo outras 10 músicas que têm o mesmo tipo de pacto com o capeta, pra fazer uma comparação do poder de hipnose:</p>
<p><strong>Kaoma &#8211; Chorando Se Foi</strong><br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/gQaT8KtJK2E" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Snap &#8211; Rhythm Is a Dancer</strong><br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/JYIaWeVL1JM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Latino &#8211; Festa</strong><br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/oZwqBkzgnwM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Los del Rio &#8211; Macarena</strong><br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/sN62PAKoBfE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Las Ketchup &#8211; The Ketchup Song</strong><br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/RFzyYYZsxGc" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Luka &#8211; Tô Nem Aí</strong><br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/meAdbab15IA" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Tarkan &#8211; Kiss Kiss</strong><br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/t7YrlTUhP4U" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Carrapicho &#8211; Tic Tic Tac</strong><br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/-P6700m-tZ0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Lou Bega &#8211; Mambo No 5</strong><br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/EK_LN3XEcnw" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><strong>Tiririca &#8211; Florentina<br />
</strong><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/gIDyetR65JE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Comprar vinil em 10 vezes sem juros? Só nas Casas Bahia!</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 13:08:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assef</dc:creator>
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		<category><![CDATA[casas bahia]]></category>
		<category><![CDATA[loja de vinil]]></category>

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		<description><![CDATA[Navegando pelo site das Casas Bahia dá pra achar bem mais que uma cozinha bartira linduca por um precinho camarada em 10 vezes sem juros no cartão. Agora, a ultrapopular loja de departamentos também vende DISCOS DE VINIL, isso mesmo que você leu, LPs, em até 10 parcelas iguais! Tô falando, às vezes eu acho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1414" class="wp-caption alignnone" style="width: 520px"><a rel="attachment wp-att-1414" href="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/2011/12/comprar-vinil-em-10-vezes-sem-juros-so-nas-casas-bahia/boneco_bahia_/"><img class="size-full wp-image-1414 " title="boneco_bahia_" src="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2011/12/boneco_bahia_.png" alt="" width="510" height="352" /></a><p class="wp-caption-text">E aí, ornou?</p></div>
<p>Navegando pelo site das Casas Bahia dá pra achar bem mais que uma cozinha bartira linduca por um precinho camarada em 10 vezes sem juros no cartão. Agora, a ultrapopular loja de departamentos também vende DISCOS DE VINIL, isso mesmo que você leu, LPs, em até 10 parcelas iguais!</p>
<p>Tô falando, às vezes eu acho que tem espiões de agências de publicidade em alguns lugares improváveis. Até ontem, os vinis no Brasil estavam restritos a meia dúzia de lojas no Centrão de SP, algumas livrarias chiques (e caras) e a uma pequena &#8220;cena&#8221; de feirinhas de fim de semana, em lugares bem distantes do varejão, como o baixo Augusta e a Vila Madalena.</p>
<p>Mas acho que alguém falou pro dono das Casas Bahia que os vinis são tipo item de primeira necessidade e que a loja estava tão out sem uma área reservada às bolachas no site que ia ter que mudar o bordão &#8220;Dedicação total a você&#8221;. Entrei correndo no site pra ver a seleção de discos e também se os preços eram de arrasar. Duas supresas: Os discos, a maioria importados, são bem legais. Mas os preços&#8230; a única &#8220;vantagem&#8221; é que, como tudo nas Casas Bahia, dá pra dividir em muitas parcelas iguais.</p>
<p>Os títulos estão organizados por selos (tem até espaço pros mais &#8220;under&#8221; Matador, Domino, Def Jam, DFA) e tem coisas realmente inacreditáveis, tipo o <em>XI Versions of Black Noise</em>, do Pantha du Prince (que sai de R$ 130,90 por R$ 104,90 em 10 iguais de R$ 10,49), a edição de aniversário do <em>Paul&#8217;s Boutique</em>, dos Beatie Boys (em 12 parcelas de R$ 12,66) e o picture disc (vinil que vem com uma foto impressa) de <em>Thriller</em>, do Michael Jackson (também na promo de R$ 130,90 por R$ 104,90 em 10 de R$ 10,49).</p>
<div id="attachment_1398" class="wp-caption alignnone" style="width: 440px"><a rel="attachment wp-att-1398" href="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/2011/12/comprar-vinil-em-10-vezes-sem-juros-so-nas-casas-bahia/casas_bahia/"><img class="size-large wp-image-1398  " title="casas_bahia" src="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2011/12/casas_bahia-1024x576.jpg" alt="" width="430" height="242" /></a><p class="wp-caption-text">Dedicação total a você, fã de vinil</p></div>
<p>Tudo bem que os preços não são uma maravilha e que, fuçando, dá comprar bem mais barato pelo <a href="http://www.ebay.com">Ebay</a>. Mas acho uma novidade simpática ver a loja mais popular do Brasil carregando uma seção de vinil. Se quiser dar uma olhada, tá aqui o link direito da <a href="http://www.casasbahia.com.br/cat/lppoperockinternacional?Filtro=C663_C1517">loja de vinis</a>.</p>
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		<title>Senado aprova regulamentação da profissão DJ. Saiba o que os veteranos acham</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 15:50:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assef</dc:creator>
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		<category><![CDATA[profissionalização dos DJs]]></category>
		<category><![CDATA[sindecs]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi aprovado nesta quarta (7/12) pelo Senado o projeto de lei que regulamenta a profissão DJ. O próximo passo é a votação na Câmara dos Deputados, mas parece que agora o projeto escrito pelo ex-senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) está prestes a se tornar lei. Segundo texto publicado hoje no site do Sindecs (Sindicato dos DJs [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1387" class="wp-caption alignnone" style="width: 428px"><a rel="attachment wp-att-1387" href="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/2011/12/senado-aprova-regulamentacao-da-profissao-dj-saiba-o-que-os-veteranos-acham/raidi-rebello-com-tocadiscos-mk2/"><img class="size-large wp-image-1387 " title="Raidi Rebello com tocadiscos Mk2" src="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Raidi-Rebello-com-tocadiscos-Mk2-523x1024.jpg" alt="" width="418" height="819" /></a><p class="wp-caption-text">Raidi Rebello é DJ há 33 anos e teme alguns efeitos do sindicalismo</p></div>
<p>Foi aprovado nesta quarta (7/12) pelo Senado o projeto de lei que regulamenta a profissão DJ. O próximo passo é a votação na Câmara dos Deputados, mas parece que agora o projeto escrito pelo ex-senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) está prestes a se tornar lei.</p>
<p>Segundo texto publicado hoje no site do <a href="http://www.sindecs.org.br/v1/">Sindecs</a> (Sindicato dos DJs e Profissionais de Cabine de Som), o projeto atual que está tramitando não é uma lei criada especificamente para tratar das atividades de DJ e Produtor DJ. &#8220;Este novo projeto pretende fazer uso de uma legislação já existente e inserir o DJ e o Produtor DJ na Lei 6533/78, criada para regular o exercício das profissões de Artista e de Técnico em Espetáculos de Diversões&#8221;, diz o texto.</p>
<p>Se aprovado o projeto, ficará definido que &#8220;DJ ou Profissional de Cabine de Som DJ é o profissional que cria seleções de obras fixadas e de fonogramas, impressos ou não, organizando e dispondo de seu conteúdo, executando essas seleções e divulgando-as ao público, por meio de aparelhos eletro-mecânicos, eletrônicos ou outro meio de reprodução&#8221;. Já o &#8220;Produtor DJ&#8221; é o &#8220;profissional que manipula obras fonográficas impressas ou não, cria ou recria versões e executa montagens sonoras para a criação de obra inédita, originária ou derivada&#8221;.</p>
<p>Ainda segundo o texto do projeto, as exigências para exercer as atividades profissionalmente seriam ter um registro na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, com validade em todo o território nacional, e apresentação de diploma ou certificado correspondentes às habilitações profissionais de 2º grau de: ator, contra-regra, cenotécnico, sonoplasta, disc-jockey ou outras semelhantes, reconhecidas na forma da Lei. DJs que já exercem a atividade seriam dispensados dessa obrigação.</p>
<p>Para o empregador, as obrigatoriedades seriam as seguintes: &#8220;jornada de trabalho para o DJ com registro em Carteira de Trabalho será de no máximo 6 horas diárias e até 30 horas semanais&#8221;, &#8220;onde houver um DJ residente, o empregador não poderá contratar outro DJ por mais de de 7 dias consecutivos e também deverá manter um intervalo de 60 dias para contratar novamente um DJ convidado&#8221; e &#8220;se o DJ e o empregador tiverem um contrato com cláusula de exclusividade, o DJ poderá tocar para outro empregador sem multa ou ônus desde que o trabalho aconteça em outra região ou comprovadamente não prejudique o empregador com quem mantém o contrato&#8221;.</p>
<p>Um tema delicado, que propunha uma reserva de mercado para DJs nacionais, foi retirado do texto final do projeto de lei. Desta forma, a obrigatoriedade de manter 70% de mão de obra nacional quando houver DJs estrangeiros num evento caiu por terra.</p>
<p>Entendeu até aí?!</p>
<p>Antes de dizer o que está certo e o que está errado, fui perguntar àqueles que são os maiores interessados o que eles achavam da lei. Com a palavra, DJs veteranos como Anderson Noise, Magal, Raidi Rebelo e outros&#8230;</p>
<p>ANDERSON NOISE (BELO HORIZONTE, MG), DJ HÁ 24 ANOS</p>
<p>&#8220;Eu achei ótimo, porque nao estão dando atenção devida pros DJs nacionais. E essa lei vai ajudar. Eu já pago imposto de tudo o que faço. Pra mim, não vai mudar nada. Já que precisa de diploma de DJ, eu quero o meu. Esses DJs celebridades, com essa lei, vão se dar mal. Se alguém estiver reclamando da lei é porque acha que vai perder dinheiro com ela. Que venham mais leis pra melhorar e profissionalizar o mercado. Espero que ocorra fiscalização para que a lei seja levada a sério. O tanto de nó-cego que tem à noite tocando mal&#8230; acho certo ter que tirar carteira profissional mesmo! E também acho correto botar esse povo pra pagar imposto!</p>
<p>MAGAL (SANTO ANDRÉ, SP), DJ HÁ 28 ANOS E PROFESSOR DA UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI</p>
<p>Eu acho ótimo. Não entendi ainda como vai funcionar a questão da carteirinha, se vou ter que tirar, por exemplo. Mas, no geral, acho legal. Afinal, é uma profissão e como tal precisa ser regularizada. Se a pessoa gosta mesmo de tocar, vai querer se profissionalizar e se aperfeiçoar. O &#8220;oba-oba&#8221; de DJs celebridades que está rolando agora não vai ficar pro resto da vida. As pessoas que não tiverem habilidade vão ficar pra trás. Acho que é uma maneira de melhorar o nível. Se bem que, se a pessoa tem habilidade, ela vai conseguir se destacar, independentemente de ter ou não uma carteira profissional.</p>
<p>RAIDI REBELLO (MANAUS, AMAZONAS), DJ HÁ 33 ANOS</p>
<p>Regulamentar uma profissão que envolve arte, música, sempre vai ser muito dificil. Mas temos de pensar nas milhares de pessoas que exercem essa profissão e tentar, através da regulamentação da profissão, permitir que todos nós tenhamos uma maior proteção de previdência social, direitos trabalhistas etc..</p>
<p>Tenho receio do sindicalismo presente em várias profissões, mas cabe a nós tentar fazer nosso sindicato agir da maneira que queremos. Depende muito de como vamos fazer o sindicato agir. É claro que isso vai exigir uma maior conversa entre agências, proprietários de casa noturnas, mas o projeto prevê vários tipos de relação de trabalho.</p>
<p>Claudia, você tem observado nosso ícones chegarem no final da carreira ou ainda longe disso praticamente fora do mercado por causa da idade, sem nenhuma perspectiva de renda futura, por não terem se preparado ou até sido alertados para isso. Nosso mercado está aberto demais para aventureiros e pessoas de outras profissões que a mídia idolatra e transforma imediatamente no DJ bacaninha da vez. Precisamos que todos os DJs, com voz no mercado, principalmente a turma mais antiga, que lutou para transformar um mero &#8220;bico&#8221; numa profissão glamourosa, se unam, mesmo que nao aprovem a regulamentação. Já que ela está acontecendo, que ajudem o sindicato, venham ser parte dessa criação, olhando para o futuro, para deixarmos para a garotada que tá vindo um mercado menos predador e direitos sociais e trabalhistas iguais aos de outras profissões.</p>
<p>Nós somos os DJs, cabe a nós fazer a profissão dos nossos sonhos ter a regulamentação que queremos e precisamos!</p>
<p>PAULINHO BOGHOSIAN (SÃO PAULO, SP), DJ HÁ 15 ANOS</p>
<p>Acho que, a grosso modo, a lei é bem intencionada no sentido de tentar proteger os profissionais e tirar os amadores do mercado. Mas não acho que terá grande efeito, isso tem que vir da educação do público, dos contratantes e da cena como um todo. Com a educação e o conhecimento do público, as pessoas deixam de aceitar amadores e passam a demandar  profissionais competentes naturalmente, mesmo porque não é um certificado que vai diferenciar o bom do ruim.</p>
<p>ACÁCIO MOURA (SÃO PAULO, SP), DJ HÁ 22 ANOS</p>
<p>Regulamentar vai ser bom, vai valorizar ainda mais os DJs e produtores brasileiros. DJs da Europa e dos Estados Unidos ganham até direitos de execução, coisa aqui nunca existiu, e eu espero que com essa lei passemos a ter esses direitos também.</p>
<p>SILVIO CALMON (SÃO PAULO, SP), DJ HÁ 27 ANOS E DIRETOR ARTÍSTICO DA OI FM</p>
<p>Eu acho que não muda nada, infelizmente. Poucos DJs trabalham como funcionários registrados. Então muitos já são &#8220;pessoa jurídica&#8221; há um bom tempo. Mas acho bom. A lei pode beneficiar o cara que está começando, o cara que precisa ter uma quantia certa por mês. O DJ não costuma ser o cara que mais sabe lidar com dinheiro no mundo. Acho que vai levar um tempo para ele entender que precisa poupar, planejar a vida. A questão de ter uma aposentadoria legalizada é positiva, mas não vai resolver o problema de ninguém. Se a profissão evoluir para que o DJ possa ganhar uma especialização técnica, aí sim pode ser bacana. Não sei se o Sindicato vai prover alguma forma de se alcançar isso, mas eu acho que seria importante que essa lei motivasse uma melhora de qualidade dos profissionais. Aí sim seria interessante para todos, subsidiar algum curso técnico ou algo do tipo. Outra coisa, é bacana você poder ter uma carteira profissional, faz bem para a auto-estima. Quando eu comecei a tocar, DJ era considerado bandido. Com a profissionalização, vêm os benefícios e as obrigações também. O DJ precisa entender essa contrapartida.</p>
<p>ANDERSON SOARES (SÃO PAULO, SP), DJ HÁ 20 ANOS</p>
<p>Acho que pode ser bacana, por proteger os profissionais de oportunistas e por garantir direitos que qualquer outro trabalhador possui. Entretanto, para que isso saia do papel e se realize, é preciso que haja uma fiscalização e que a obrigatoriedade de inscrição junto a este sindicato não se torne uma barreira na profissionalização de pessoas realmente comprometidas com a profissão.<br />
Enfim, na minha opinião, é a atuação do sindicato e seus representantes que vai nos mostrar se a lei veio para o bem da profissão.</p>
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		<title>Sónar SP anuncia Björk, James Blake e Alva Noto &amp; Sakamoto</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 14:41:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>assef</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Rolou terça à noite no bar Sonique a coletiva de imprensa apresentando os primeiros artistas confirmados no line-up do Sónar São Paulo, que acontece nos dias 11 e 12 de maio no Anhembi. Por enquanto, a estrela do festival é a islandesa Björk. Segundo minhas contas, esta será sua terceira vinda ao Brasil. Björk acaba [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1370" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><a href="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/2011/12/sonar-sp-anuncia-bjork-james-blake-e-alva-noto-sakamoto/bjork-com_-2/" rel="attachment wp-att-1370"><img src="http://tododjjasambou.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Bjork.com_1.jpg" alt="" title="Bjork.com_" width="400" height="300" class="size-full wp-image-1370" /></a><p class="wp-caption-text">Björk volta ao Brasil como estrela do Sónar São Paulo, que acontece em maio de 2012</p></div>
<p>Rolou terça à noite no bar Sonique a coletiva de imprensa apresentando os primeiros artistas confirmados no line-up do Sónar São Paulo, que acontece nos dias 11 e 12 de maio no Anhembi. Por enquanto, a estrela do festival é a islandesa Björk. Segundo minhas contas, esta será sua terceira vinda ao Brasil. Björk acaba de lançar um belo disco, <em>Biophillia</em>, e merece sempre posição de destaque num festival de música de qualquer tipo, sobretudo num evento focado na &#8220;música avançada&#8221;, como os próprios catalães se referem ao Sónar.</p>
<p>Entre os outros artistas está a sensação James Blake, que fez um dos discos mais bonitos de 2011 (<em>James Blake</em>). Se você não conhece ainda, uma boa porta de entrada para o som deste londrino de 23 anos de é a música Limit To Your Love, uma balada romântica costurada por um gravão tenso de dubstep.</p>
<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/oOT2-OTebx0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Ainda entre os confirmados estão dois nomes da música minimalista, um da velha guarda, outro mais atual, que casam muito bem em dupla: o alemão Alva Noto, alcunha de Carsten Nicolai, e o veterano japonês Ryuichi Sakamoto, um dos nomes mais importantes da música eletrônica de todos os tempos, também conhecido por ser um dos integrantes do trio Yellow Magic Orchestra, o equivalente japa do Kraftwerk. Dá só uma olhada neste clipe do YMO, <a href="http://youtu.be/aHhYbVVDuoA">Computer Games</a>. Alva Noto e Sakamoto se apresentaram este ano juntos no Sónar de Barcelona, como mostra o vídeo aí embaixo:</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/25410987?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="400" height="300" frameborder="0" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/25410987">Alva Noto + Ryuichi Sakamoto at Sonar Festival 2011</a> from <a href="http://vimeo.com/schaufensterpuppen">K.</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p>Outros nomes legais confirmados são: o inglês Four Tet (que veio pra cá no Sónar de 2004), a incrível banda suéca Little Dragon, a dupla alemã Modeselektor e os franceses do Justice &#8211; estes últimos, pra mim, bem sobrando no line-up. Entre os brasileiros, foram confirmados Emicida, The  Twelves, Psilosamples (uhuu), Dago e Bruno Belluomini (uhhuu de novo).</p>
<p>Os ingressos para os dois dias de festival começam a ser vendidos nesta quinta (8/12) através do <a href="http://www.ingresso.com.br">www.ingresso.com.br</a> e os preços vão de R$ 100 (meia entrada de sexta) a R$ 450 (passaporte dois dias). Mais informações sobre o festival você consegue no site <a href="http://www.sonarsaopaulo.com.br">www.sonarsaopaulo.com.br</a></p>
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