
De bandana, mr. Nile Rodgers liderou o impecável show do Chic em SP
Para os desavisados, o Chic tocando ao vivo pode até ser confundido com uma ótima banda de casamento. É tanto hit e são músicas tão incrivelmente conhecidas que é difÃcil entender que todas saÃram da cabeça de Nile Rodgers, o lÃder do grupo formado em 1975 em Nova York que entrou para a história como um dos compositores/produtores mais prolÃficos de todos os tempos.
Além dos incontáveis hits do próprio Chic (Le Freak, Dance Dance Dance, I Want Your Love, Everybody Dance, Goodtimes etc.), Nile escreveu e/ou produziu sucessos para artistas como Sisters Sledge (He’s The Greatest Dancer, We Are Family), Diana Ross (Upside Down, I’m Coming Out), Sugarhill GAng (Rapper’s Delight), Carly Simon (Why), Debbie Harry (Backfired), David Bowie (Let’s Dance), Madonna (o álbum Like a Virgin), além de ter trabalhado, seja produzindo ou tocando com Michael Jackson, INXS, Duran Duran, Hal & Oates, Peter Gabriel, Paul Simon, Cyndi Lauper, Grace Jones, Laurie Anderson, Jeff Beck, Mick Jagger, Stray Cats, B-52′s, Eric Clapton, Bod Dylan, Cerrone, Britney Spears, Joss Stone, Beatie Boys, Basement Jaxx, Snoop Dogg, Lady Gaga…
Acho que é justo dizer que não existe outro currÃculo musical deste porte na praça. É clichê, mas verdade: Nile Rodgers é uma lenda viva da música!
Na noite desta quinta (30/6), o Chic se apresentou em São Paulo numa festa fechada de firma. Foi a segunda apresentação do Chic no Brasil – a primeira foi no final dos anos 70, no clube Papagaio’s, de Ricardo Amaral. Uma pena: o show começou tão tarde que pouca gente ficou pra ver, faltou vibe. Faltou dar o valor devido ao artista que estava ali.
Mas não faltou o tesão de Nile Rodgers, que mostrou o que uma postura de músico profissional deve ser: foda, não importa quem estiver na plateia. No caso, salvo alguns poucos que realmente sabiam quem estava ali, um pessoal que, aposto, jurava estar vendo uma banda de covers.
O show começou atrasado, e Rodgers subiu ao palco se apresentando com um: “Eu sei que é tarde, mas vamos nos divertir”. Era bem depois da 1h quando Rodgers conduziu a banda na primeira música, “Everybody Dance”. Daà pra frente foi como se estivéssemos ouvindo um disco de melhores dos anos 70 e 80, ao vivo, só que executado por seu autor. Uma sequência de clássicas: Dance Dance Dance, I Want Your Love, I’m Coming Out, Upside Down, We Are Family, Like a Virgin, Let’s Dance.
Para a apoteótica Le Freak, Rodgers chamou pessoas para o palco. Deixei a vergonha e a bolsa no colo do marido, e parti pra guerra, no palco da festa de firma, dançando como se não houvesse amanhã. Momento mais vergonha alheia foi quando umas loiras já chutadas por vários “bons drink” começaram a cantar no microfone do mestre do funk grunhidos que, acho, sugeriam o hino de algum time de futebol ou algum funk carioca. Pãtz!
O show majestral magistral terminou com Good Times, com Rodgers e suas duas vocalistas incrÃveis à frente da estupenda banda, agradecendo muito pela presença de nós pobres mortais, à quela altura já arrastando as tamancas fosse pelo avançado da hora ou pela farta distribuição de álcool oferecida pela empresa que bancou a noitada.
Os guerreiros que ficaram até o final, quando o relógio batia mais de três da matina, ainda receberam de bônus um set do DJ Renato Cohen, que estava ali feliz da vida tocando pra meia dúzia, depois que ele próprio já tinha gasto muito a sola do sapato dançando ao som de mr. Rodgers e companhia. Eu não ganhei o super brinde da festa da firma – passagens aéreas para qualquer cidade do Brasil – mas levei pra casa uma palheta entregue pelas mãos do senhor Chic e a certeza de ter vivido uma noite de princesa, mesmo estando num reinado bem distante do meu.




Eu tb quero ser Chic!!!
hahahahaha.. adorei o texto, me senti lá!
patético.
festa fechada com gente saindo antes da lenda, e quem táva dentro nao sabia do que se tratava?
é bem exemplo da elite metida e pseudo-intelectualóide.
DesperdÃcio de qualidade musical. pérolas a um bando de porcos desinformados.
“festa fechada”,,,, hahahaha
Nile e Chic são ótimos, uma excelente referência dos anos 70. Gostaria de ter estado lá também. Espero que alguém os traga aqui para um show apoteótico, como o Chic, seus fãs e todos os amantes desse revolucionário ritmo “disco” merecem.
Magistral foi ter lido “Majestral”
delsmel.
Diploma de jornalista para que se nem sabe como usar o corretor ortográfico do Word?
Queria estar lá. Mas foi somente pra pessoas CHIC. Chic é um dos grupos dos anos 70 que admiro e coleciono. Everybody Dance
Majestral, não né? Tudo bem, deve ser por causa dos bons drink…
Inveja branca, kkkk só devo corrigir que Rappers Delight foi prioduzida por Sylvia Robinson, proprietária do selo Sugar Hill. as bases foram tocadas de novo por outors musicos. Não pelo Chic!
Putz, porque ninguém me avisou ? O cara é lenda mesmo. Só faltou Bernard Edwards o rei do funk.Estou com uma baita inveja. Abração
Tá de brincadeira! Chic numa festa fechada? Nós admiradores da boa música deverÃamos fazer uma passetada de protesto na Paulista
Oi, joao e beto, obrigada pela correção, errei, o perigo de usar bloco de notas.
Que legal, Claudia, fiquei com vontade de saber mais sobre suas experiencias. bj
Sem dúvida o show que eu mais quis ver na vida desde que entrei nessa coisa de música. Levei comigo o último álbum (4CDs) e ele autografou na saÃda do palco! Um desperdÃcio ele tocar pra um bando de desavisados, mas quem viu viu.
Rodgers foi o responsável pela entrada funkeada do baixo de John Taylor no Duran Duran 80′s. São albuns sensacionais. By the way, já ouviu o ultimo, “All You Need Is Now”? Instant classic.
Bernard Edwards já morreu há muito tempo, era a outra metade da banda Chic, co-autor de quase todas as músicas e o melhor baixista entre os que faziam este tipo de som. Muitos dos artistas citados foram produzidos/acompanhados por Edwards, sem querer diminuir aqui a importância de Nile Rogers, talvez o guitarrista que mais tenha influenciado os ritmistas que vieram depois dele.
Bjs
Nile Rogers foi responsavel pela fase dance de David Bowie e de quebra chamou Stevie Ray Voughan par tocar no album Let’s dance,ele tem uma mão direita incrvel para fazer grooves mudou a guitarra funk.
Alias iso é que é FUNK não aquela atrocidade carioca…..
Imagino….ficou a Lucicleide e uma meia duzia de amigas com os Jeferson e o Creyton para o final da festa….porque quem manda vai embora cedo de festa do “serviço”. Imagina o a Jéssica no palco perdendo a linha se sentindo numa festa de casamento em Santana…Será que essa empresa pelo menos náo deu uma aulinha basica de história da música antes de comecar o show…..Enfim, pérola aos porcos….o texto está INCRIVEL….adorei meus “bons drink”, para quem reclamou, é só uma frase famosa no Youtube de gente que deveria estar na festa….enfim…que pena!!! Se esse show fosse na Augusta garanto que o Nile Rodgers ia ter adorado tocar no Brasil de novo….falando nisso! Que empresa foi essa? Amway???
nooooossa! eu até encarava a “festa de firma” para ver o Nile…e aproveitando q os caras estavam aqui pq ninguem agendou uma gig na sequencia? nao da para entender!
Até hoje não descobri o que é, mas tudo o que você escreve não me cansa de ler. É tão visual que imagino perfeitamente cada cena. Parabéns!
As vocalistas que vieram ao Brasil agora eram as originais?.
Chic é um Ãcone da disco music…que honra dona Cláudia esse souvenir que vc ganhou deles.
esta era muita foda